EUA iniciam transferência de até 7 mil presos do Estado Islâmico da Síria para o Iraque
Medida ocorre após confrontos entre forças sírias e curdas nas últimas semanas
O Exército dos Estados Unidos iniciou nesta quarta-feira, 21, a transferência de presos do Estado Islâmico (EI) do nordeste da Síria para o Iraque.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, informou que 150 combatentes do EI já foram transferidos de um centro de detenção no nordeste sírio para um “local seguro no Iraque” que não foi especificado.
As autoridades americanas estimam que até sete mil detidos podem ser realocados para instalações administradas pelo governo iraquiano.
“Estamos coordenando de perto com parceiros regionais, incluindo o governo iraquiano, e agradecemos sinceramente o papel que desempenham para garantir a derrota definitiva do Estado Islâmico“, disse o almirante Brad Cooper.
Por que a transferência
A medida ocorre devido aos conflitos entre as forças do governo sírio e as Forças Democráticas da Síria (SDF), lideradas por curdos, nas regiões de Raqqa, Deir ez-Zor e Al-Hasakah.
Foi acordado um cessar-fogo de quatro dias para discutir a integração das SDF ao Estado sírio e a transferência de áreas estratégicas para Damasco.
Durante o período de tensão, houveram relatos de fugas em prisões que abrigam combatentes do EI, já que a SDF deixou algumas instalações sob pressão militar do governo, gerando preocupações de segurança.
Sob o frágil cessar-fogo, as SDF concordaram em renunciar ao controle de prisões e outras infraestruturas críticas, como parte de um acordo esperado há muito tempo para integrar regiões controladas pelos curdos ao Estado sírio.
Aliança antiga
Por anos, as SDF foram o principal aliado de Washington na Síria, recebendo apoio aéreo, financeiro e de inteligência, enquanto lideravam a luta terrestre contra o Estado Islâmico.
Na terça-feira, 20 o enviado especial dos EUA para a Síria, Thomas J. Barrack Jr., indicou que Washington não precisava mais do grupo nesse papel.
Os curdos estabeleceram uma zona autônoma no norte e nordeste da Síria durante a guerra civil, entre 2011 e 2014, derrotando o EI com a ajuda da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.
No entanto, os EUA afirmam que o propósito da aliança terminou após a derrota dos jihadistas e agora apoiam as novas autoridades sírias, que buscam retomar o controle total do país depois de anos de guerra civil.
Leia também: “Currículo pesado, mas você não vai colocar um santo”, diz Trump sobre presidente sírio
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Comentários (1)
Rosa
22.01.2026 12:20Que os coloquem numa DAQUELAS prisões de filmes......