EUA liberam denúncia contra Maduro por narcoterrorismo
Ditador já havia sido indiciado em 2020 por narcoterrorismo; agora, a denúncia inclui também sua esposa, Cilia Flores
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou neste sábado, 3, a denúncia contra o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, acusados de narcoterrorismo e outros crimes relacionados ao tráfico de drogas. Leia aqui.
Segundo o documento, Maduro está “à frente dessa corrupção e se associou a seus co-conspiradores para usar sua autoridade obtida ilegalmente e as instituições que corrompeu para transportar milhares de toneladas de cocaína para os Estados Unidos”.
A denúncia afirma que, ao longo de mais de 25 anos, líderes da Venezuela “abusam de suas posições de confiança pública e corrompem instituições outrora legítimas para importar toneladas de cocaína para os Estados Unidos”.
Além de Maduro, pelo menos três outros réus estariam envolvidos na operação, que teria usado pontos de transbordo no Caribe e na América Central, como Honduras, Guatemala e México.
Segundo o Departamento de Estado, entre 200 e 250 toneladas de cocaína eram traficadas anualmente através da Venezuela.
Os embarques eram feitos por mar, usando barcos rápidos, navios de pesca e de contêineres, e por via aérea, muitas vezes a partir de pistas clandestinas ou aeroportos comerciais controlados por oficiais corruptos.
Tráfico e corrupção
A peça de acusação relembra a trajetória do ditador e aponta que ele teria movimentado carregamentos de cocaína sob proteção da polícia venezuelana quando era membro da Assembleia Nacional, fornecido passaportes diplomáticos a notórios traficantes e facilitado cobertura diplomática para que criminosos mexicanos repatriassem dinheiro do crime na Venezuela.
“Maduro Flores permite que a corrupção alimentada pela cocaína floresça para seu próprio benefício, para o benefício dos membros de seu regime governante e para o benefício de seus familiares”, afirma o procurador dos Estados Unidos Jay Clayton.
Narcoterrorismo
Maduro e outros agentes do regime venezuelano já haviam sido indiciados em 2020 por conspiração de narcoterrorismo, mas não se sabia que Flores também havia sido indiciada.
A procuradora-geral americana, Pam Bondi, afirmou que o casal “em breve enfrentará toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos.”
Bondi detalhou ainda que Maduro enfrenta acusações de conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, e conspiração para posse de tais armamentos contra os EUA.
A operação militar americana retirou Maduro do poder em uma ação noturna extraordinária, acompanhada de ataques estratégicos na Venezuela.
“Estamos decidindo os próximos passos para a Venezuela”, disse Trump à Fox News, acrescentando: “Estaremos muito envolvidos nisso”.
O presidente americano também alertou que qualquer aliado de Maduro terá um “futuro ruim” se permanecer leal ao ex-líder venezuelano.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
D artagnan
03.01.2026 14:13Não podemos esquecer que as petrolíferas americanas na Venezuela, foram simplesmente roubadas e sem indenização pelos ditadores venezuelanos, desde os tempos de Hugo Chavez, e agora o narcotráfico tinha o seu líder, Maduro, mas Trump resgatou o orgulho norte americano.