Irã executa dois homens condenados após protestos
Mohamad-Amin Biglari e Shahin Vahedparast foram enforcados
As autoridades do Irã executaram neste domingo, 5, dois homens condenados por atuar em favor de Israel e dos Estados Unidos durante os protestos contra o regime, em janeiro.
Segundo o Judiciário iraniano, Mohamad-Amin Biglari e Shahin Vahedparast foram enforcados após a confirmação das sentenças pela Suprema Corte.
Desde o fim de fevereiro, quando tiveram início ataques atribuídos a EUA e Israel, o regime iraniano intensificou a aplicação da pena de morte contra pessoas associadas aos protestos ou a grupos de oposição.
Nos últimos dias, o país já havia executado integrantes do grupo Mujahedins do Povo do Irã (MEK), classificado como terrorista por Teerã.
Outros casos incluem a execução de um jovem de 18 anos acusado de colaborar com nações estrangeiras durante as manifestações.
Protestos
Os protestos, que tiveram seu auge em janeiro, deixaram milhares de mortos. O governo iraniano reconhece mais de 3 mil vítimas, enquanto organizações independentes apontam números superiores a 7 mil.
O caso de Biglari ganhou destaque após o desaparecimento do jovem em 8 de janeiro, durante a onda de protestos.
Durante semanas, o pai percorreu necrotérios e hospitais em Teerã em busca de informações, até descobrir, por meio de ex-detentos, que o filho havia sido preso.
Em 8 de fevereiro, Biglari e outros seis jovens foram condenados à morte pelo juiz Abolqasem Salavati, conhecido pela rigidez em casos políticos.
A Anistia Internacional alertou que ao menos 30 manifestantes, incluindo menores de idade, correm risco de execução.
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Comentários (2)
Rosa
05.04.2026 17:07São praticamente crianças...
Marian
05.04.2026 16:48Tem quem se alia a isso