Japão começa plano de US$ 550 bilhões nos Estados Unidos
Primeiros investimentos japoneses nos Estados Unidos somam 36 bilhões de dólares e abrem plano industrial que pode chegar a 550 bilhões
O governo japonês confirmou a destinação de 36 bilhões de dólares para projetos industriais nos Estados Unidos, etapa inicial de um pacote que pode alcançar 550 bilhões de dólares.
Donald Trump anunciou na terça-feira (17) os três primeiros eixos da cooperação, que priorizam uma usina termelétrica de gás natural em Ohio, um terminal de exportação de petróleo offshore no Texas e unidade de materiais industriais para semicondutores na Geórgia.
A estratégia de Tóquio busca ampliar a capacidade produtiva de suas empresas em território americano diante das novas diretrizes comerciais de Washington, que reduziram tarifas sobre produtos japoneses em troca desses aportes.
O financiamento é majoritariamente via empréstimos, garantias e equity e envolvem a construção de novas unidades fabris e centros de processamento industrial. Empresas como SoftBank, Toshiba e Hitachi avaliam a instalação de linhas de montagem e plantas de componentes para atender a demanda crescente por energia e tecnologia nos Estados Unidos.
O plano também contempla a produção de diamantes sintéticos, insumo essencial para a fabricação de semicondutores e ferramentas de alta precisão. A medida pretende encurtar cadeias de suprimentos em componentes sensíveis, reduzindo a dependência de fornecedores localizados em outras partes da Ásia, sobretudo chineses.
Durante a pandemia e após disputas comerciais recentes, fabricantes americanos enfrentaram atrasos na entrega de insumos básicos, o que interrompeu cronogramas de produção em diversos setores.
Para o setor corporativo japonês, produzir nos Estados Unidos reduz a exposição a mudanças tarifárias e assegura o acesso ao mercado interno sob condições preferenciais. A instalação local permite aproveitar a infraestrutura logística existente e a rede de distribuição americana.
A expectativa da Casa Branca é que os investimentos gerem empregos industriais e ampliem a base de fornecedores domésticos em setores estratégicos. O volume de recursos acompanha a política de incentivo à manufatura e a tentativa de evitar interrupções no fornecimento de peças essenciais para eletrônicos e veículos.
O cronograma depende do andamento de cada obra, mas os primeiros projetos já possuem operadores definidos e devem avançar conforme os termos do acordo anunciado pelos dois governos.
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Comentários (1)
Rosa
18.02.2026 11:09Usina termoelétrica =atraso