Keiko alcança vantagem insuperável no segundo turno do Peru
Às 7 horas, no horário de Brasília, a filha de Alberto Fujimori estava com 9.206.241 votos, ante 9.162.855 de Roberto Sánchez
A candidata da direita Keiko Fujimori, do partido Força Popular, abriu uma vantagem insuperável sobre o esquerdista Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, no segundo turno da eleição presidencial peruana.
Às 7 horas, no horário de Brasília, a filha de Alberto Fujimori estava com 9.206.241 votos, ante 9.162.855 de Sánchez.
Com 50,118% dos votos, Keiko deve ser eleita presidente do Peru.
Até o momento, 99,859% das urnas foram apuradas.
O esperneio de Sánchez
Com a sinalização da vitória de Keiko, Roberto Sánchez disse na terça-feira, 23, que não reconhecerá o resultado do segundo turno das eleições presidenciais do Peru.
Ele acusou a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (Onpe) de cometer irregularidades na contabilização dos votos de peruanos residentes no exterior.
“Acreditamos que houve manipulação da votação. Não reconheceremos o governo de Fujimori”, disse.
Na segunda-feira, 22, o candidato de esquerda apresentou um novo recurso para anular os votos registrados fora do país.
O Júri Especial Eleitoral (JEE), órgão que coordena e supervisiona o pleito, declarou improcedente o pedido de nulidade dos votos no exterior.
“[O JEE] declara inadmissível o referido pedido por não atender às exigências do regimento eleitoral vigente. Além disso, por falta de pagamento do correspondente título eleitoral”, afirmou em nota.
“O colegiado exortou ainda o representante legal do Juntos pelo Peru a adequar sua conduta respeitando os princípios da conduta processual, colaboração, boa-fé e celeridade, de modo a dotar o processo da máxima dinâmica possível, evitando ações processuais que retardem seu desenvolvimento ao chegar a uma decisão em tempo razoável”, acrescentou.
Transparência Peru
A Transparência Peru, associação civil que observa o pleito, rejeitou categoricamente os discursos que buscam deslegitimar o segundo turno da eleição presidencial peruana.
“A Transparência reitera que, com base na observação eleitoral realizada em 7 de junho, que incluiu mais de dez cidades no exterior (Buenos Aires, Santiago, Madri, Barcelona, Milão, Berlim, Helsinque, Tóquio, Miami, Nova York e Newark), não encontrou nenhuma situação que comprometesse a integridade do dia da eleição. Além disso, coletou informações das atas de apuração em cada uma dessas cidades, que foram comparadas com os resultados oficiais.
Rejeitamos categoricamente as acusações de fraude sem provas e qualquer anúncio de que os resultados oficiais da eleição não serão reconhecidos.
A democracia exige que todos os atores políticos respeitem as regras do processo eleitoral, as decisões das autoridades competentes e a vontade do povo expressa nas urnas.”
Leia também: Entre o novo fujimorismo e o bolivarianismo tardio
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Mania de político é essa. Quando perde ai é o sistema que conspira para a manipulação dos resultados. Se ganha daí merecedor. Vem toda aquela ladainha de que mereceu, que o povo lutou etc.