Lula conversou com presidente interina da Venezuela após ação dos EUA, diz Planalto
Conversa ocorreu no sábado, antes de presidente do Brasil divulgar a nota condenando a operação dos EUA que prendeu Maduro
O presidente Lula (PT) conversou na manhã de sábado, 3, por telefone, com a agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a operação dos Estados Unidos que prendeu o ditador do país vizinho, Nicolás Maduro. Segundo o Planalto, Lula procurou Delcy para saber se procediam as informações divulgadas pelo presidente americano, Donald Trump, de que Maduro havia sido capturado e retirado do território venezuelano.
Após a ligação, o petista divulgou no sábado a nota em que condenou a operação dos EUA. No texto, sem citar diretamente o nome de Maduro, Lula afirmou que “os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”.
Em suas palavras ainda, “esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
Nesta segunda-feira, 5, o ditador venezuelano afirmou ser “um prisioneiro de guerra” dos EUA. A afirmação foi feita no momento em que saía da audiência de custódia no Tribunal do Distrito Sul de Nova York.
Maduro se declarou inocente das quatro acusações criminais, incluindo narcoterrorismo. “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, disse ele ao juiz Alvin Hellerstein.
Na audiência, o advogado Barry J. Pollack afirmou que seu cliente “é chefe de um Estado soberano e tem direito ao privilégio” que o status lhe assegura. Cilia Flores, a esposa de Maduro, também se declarou inocente das acusações. “Não culpada. Completamente inocente”, afirmou.
Por outro lado, durante discurso no Conselho de Segurança da ONU nesta segunda, o embaixador da Argentina nas Nações Unidas, Francisco Fabián Tropepi, defendeu a ação militar americana na Venezuela.
Segundo o representante argentino, o “regime ilegítimo” de Nicolás Maduro representa uma “ameaça para toda a região”.
“Valorizamos a decisão do Presidente dos Estados Unidos. A Argentina acredita que esses eventos representam um progresso na luta contra o narcoterrorismo e inauguram uma nova era de democracia e respeito aos direitos humanos“, disse.
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Comentários (1)
O verdadeiro Presidente da Venezuela está pronto para assumir o seu cargo e de acordo como votou o povo venezuelano!