María Corina pede apoio da Europa para “libertar” Venezuela
Vencedora do Prêmio Nobel da Paz afirma que Venezuela só avançará rumo a uma “reconstrução moral” com apoio externo
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado (foto), fez um apelo neste domingo, 16, para que a Europa assuma um papel central na pressão internacional contra o regime de Nicolás Maduro.
Em mensagem exibida no Fórum sobre o Futuro da União Europeia, em Madri, ela afirmou que o continente tem responsabilidade histórica e moral para apoiar a “libertação” da Venezuela.
María Corina, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, disse que a Venezuela só avançará rumo a uma “reconstrução moral” com apoio externo. Ela citou o exemplo europeu do pós-guerra como modelo de superação.
“Europa, eu sei que vai ajudar cada vez mais a liberar a Venezuela. E a Venezuela também pode ajudar a renovar esse espírito da Europa”, disse.
Segundo a opositora, a juventude europeia conhece o valor da reconstrução após períodos de violência e devastação. Por isso, afirmou, o continente deve atuar “como aliada nesta luta existencial” e também como “referência moral”.
María Corina voltou a responsabilizar Maduro pela crise social e econômica que atinge o país. Disse que o regime usa a pobreza como “ferramenta de controle social” e apontou a destruição de instituições e da infraestrutura.
“Durante muitos anos, nosso povo enfrentou uma ditadura criminosa, um regime que destruiu tudo: instituições, corrompeu a justiça, afundou nossa infraestrutura e economia, obrigando milhões a fugir.”
Para ela, apesar das dificuldades, a população mantém resistência.
“A Venezuela está de pé”, afirmou, ao destacar a força da juventude.
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Discurso de Edmundo González
Durante o fórum, o ex-candidato presidencial Edmundo González também discursou por videoconferência. Ele reiterou que “na Venezuela não há democracia”, e disse que o sistema político “foi destruído” pelo chavismo.
González mencionou a ausência de garantias básicas no país.
“Não há Estado de Direito. Não há liberdade de expressão. Há milhões de compatriotas vivendo no exílio e milhares presos por pensar diferente”, disse.
O opositor defendeu que a democracia exige vigilância constante. Ele comparou o sistema a um organismo que precisa de permanente atualização.
“A democracia não é um aplicativo que se instala uma vez e já funciona”, acrescentou.
No discurso, González afirmou ainda que quedas de regimes autoritários fortalecem a liberdade global. Para ele, a indiferença da comunidade internacional favorece governos opressivos.
“Hackear a indiferença é o verdadeiro desafio desta geração”, disse.
E concluiu: “A democracia se enfraquece quando deixamos de acreditar nela”.
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Comentários (1)
ANDRÉ MIGUEL FEGYVERES
16.11.2025 15:18Trump, o que você está esperando? Quanto mais o tempo passa, mais difícil fica para nossos pobres irmãos venezuelanos! Faça um plano bem feito e alternativas para mudança de rotas. Pendure esse canalha amigo do Lula de ponta cabeça e deixe a multidão do povo Venezuelano cuidar dele!