Os detalhes da operação que resultou na captura de Maduro
EUA usaram drones, helicópteros, informante infiltrado e até réplica do refúgio do ditador venezuelano
A operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, na madrugada de sábado, 3, envolveu meses de planejamento, ensaios, réplica do refúgio de Maduro e mais de 150 aeronaves americanas, segundo autoridades ouvidas pela imprensa americana.
Inteligência e infiltração
Uma equipe da CIA atuou na Venezuela desde agosto, reunindo “dados extraordinários” sobre a rotina de Maduro.
Parte da operação envolveu recrutar um informante dentro do governo venezuelano, que estava no círculo mais íntimo do presidente.
Essas informações foram fundamentais para que a Delta Force, unidade de elite do Exército americano, localizasse com precisão o ditador.
A mesma força foi responsável pela missão de 2019 que resultou na morte do ex-líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi
“A agência de espionagem cultivou uma fonte dentro do governo venezuelano como parte do esforço para rastrear Maduro. Uma das pessoas indicou que a fonte da agência estava dentro do círculo íntimo de Maduro”, diz o Wall Street Journal.
A CIA também utilizou drones de espionagem para monitorar a posição e os movimentos de Maduro quase em tempo real.
Um grupo de oficiais trabalhou clandestinamente no país desde agosto, estudando o “padrão de vida” e as rotinas do ditador.
Planejamento e execução militar
A operação exigiu meses de preparação e contou até com a construção de uma réplica exata do refúgio de Maduro para que as tropas praticassem a entrada na residência fortificada.
Na madrugada deste sábado, as tropas, equipadas com maçaricos para cortar portas de aço, conseguiram entrar na residência fortificada de Maduro em poucos segundos.
Tropas de elite, incluindo a Delta Force, foram acompanhadas por agentes do FBI e uma força de extração específica para capturar o casal.
Eles se reuniram diversas vezes antes da operação, que começou somente após condições climáticas favoráveis.
Ataques e incursão em Caracas
O Pentágono coordenou o envio de um porta-aviões, 11 navios de guerra, mais de uma dúzia de caças F-35 e mais de 15 mil tropas para a região do Caribe.
Ataques a sistemas de defesa aérea venezuelanos permitiram que helicópteros militares entrassem em Caracas.
Um dos helicópteros foi atingido, mas ainda podia permanecer em voo.
Trump detalha operação
Em coletiva de imprensa neste sábado, Trump descreveu a ação como “extraordinária”.
O presidente afirmou que a captura ocorreu “em uma fortaleza militar fortificada no coração de Caracas” e ressaltou que ambos, Maduro e sua esposa, terão que enfrentar a Justiça dos Estados Unidos por crimes relacionados ao narcotráfico.
Ainda sobre a operação militar, afirmou:
“Estávamos preparados para uma segunda onda, se fosse necessário — na verdade, presumimos que uma segunda onda seria necessária, mas agora provavelmente não será.”
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Comentários (1)
Clayton De Souza pontes
03.01.2026 17:14Isso é demonstração de força