Trump rejeitou condições de Maduro para deixar Venezuela
Segundo a Reuters, ditador havia solicitado anistia, fim de sanções e suspensão de processo no TPI
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou pedidos feitos pelo ditador venezuelano Nicolás Maduro durante uma ligação realizada em 21 de novembro, segundo a agência Reuters.
Durante a conversa, Maduro teria se mostrado disposto a deixar o poder sob algumas condições: anistia legal completa para ele e seus familiares, remoção das sanções americanas e o fim do processo que enfrenta no Tribunal Penal Internacional (TPI).
De acordo com a Reuters, o ditador também pediu a suspensão das sanções contra mais de 100 funcionários do governo venezuelano, muitos dos quais acusados pelos EUA de violações de direitos humanos, tráfico de drogas ou corrupção.
Após sua saída, a ideia sugerida por Maduro era que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumisse um governo interino até a realização de novas eleições.
Trump, porém, rejeitou a maioria dos pedidos e determinou um prazo de uma semana para que Maduro deixasse o país rumo ao destino de sua escolha.
O prazo se encerrou na última sexta-feira, 28.
Trump e Maduro
No domingo, 30, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que conversou por telefone com Maduro.
O diálogo entre os dois já havia sido reportado pelo jornal The New York Times e noticiado por O Antagonista na sexta, 28.
“Eu não quero comentar sobre isso [possíveis ataques contra Venezuela]. A resposta é sim [sobre a conversa]”, disse Trump a bordo do avião presidencial Air Force One.
“Não diria que [a ligação] foi bem ou mal… foi apenas uma chamada telefônica”, completou.
Dancinha
Em meio à crescente tensão entre Estados Unidos e Venezuela, o ditador Nicolás Maduro voltou a aparecer dançando durante comício realizado em Caracas nesta segunda, 1º.
No vídeo, Maduro, de boné vermelho e camisa social rosa, aparece balançando o corpo de um lado para o outro ao lado de apoiadores que agitavam bandeiras da Venezuela.
Em seu discurso, o ditador afirmou não aceitar a “paz dos escravos”.
“Nascemos para vencer e não para sermos vencidos! Queremos a paz, mas uma paz com soberania, igualdade, liberdade! Não queremos a paz dos escravos, nem a paz das colônias!”, disse.
A tentativa de demonstrar leveza contrasta com o momento de forte pressão dos Estados Unidos sobre o regime chavista.
Mais de 15 mil soldados e uma dúzia de navios de guerra integram a “Operação Lança do Sul”, anunciada pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, contra o narcotráfico no Hemisfério Sul.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
02.12.2025 08:12Dançando mas se cag….de medo. Maduro deve estar lutando entre as determinações que sofre dos dois lados. Seus companheiros militares e narcotraficantes e do outro lado Trump. Acredito que ele terminará indo para um “ outro plano”.